domingo, 3 de maio de 2015

PERSONAL LEARNING ENVIRONMENT – PLE: refletindo a minha experiência online



Atividade acadêmica da Unidade Curricular Processos Pedagógicos em e-Learning, do Mestrado em Pedagogia do e-Learning, Universidade Aberta de Portugal, coordenado pela Profa. Dra. Lina Morgado.




“Conclui-se que o PLE pode estimular o desenvolvimento de instrumentos de auto-orientação e dá preferência a estratégias de aprendizagem descentralizadas das instituições de educação.Ao mesmo tempo que promove competências como a autonomia e a organização individual dos aprendizes exige novas competências nos programas do ensino.”
(Rodrigues y Miranda, 2013, p. 23).


1. Introdução


O desenvolvimento desta temática, em sua primeira parte, nos colocou em contato com um conceito novo Personal Learning Environment, um recurso ainda pouco explorado pelos novos aprendentes da era digital nesta sociedade em rede, cujas estratégias são timidamente usadas no contexto educacional, onde tão pouco se fala sobre este conceito entre os profissionais da educação (RODRIGUES, 2013). A realização das bibliografias anotadas, sem dúvida, nos proporcionou o desenvolver o conhecimento sobre o tema, entendendo que o PLE trata-se de uma inovação pedagógica que organiza o nosso jeito de estudar, nos dando ciência sobre como ocorre este processo, não se tratando de uma estrutura formal; nele não há cobranças exames ou notas - é de você para você.
Todavia é nesta etapa atual, na qual nos é requerido elaborar a representação visual do próprio PLE e fazer uma reflexão sobre a nossa experiência online, que nos acomete uma verdadeira inquietude; ela certamente nos levará a aprendizagens significativas. As reflexões ora desenvolvidas nos tira da zona de conforto (se é que podemos usar este termo) e nos impulsiona a mudanças de atitude. É no confronto com esta autoanálise, que observamos como estamos conduzindo o nosso modelo de aprendizagem e se temos real consciência de como aprendemos (CASTAÑEDA, 2012); é onde ocorre concretamente a consolidação da aprendizagem sobre o PLE e sua função para o nosso enriquecimento pessoal, acadêmico e, podemos também dizer, profissional.

2. Refletindo a minha experiência online


Uma reflexão inicial nos acometeu, quando da feitura da representação visual do meu PLE elenquei as formas e fontes de acesso à informação, a maneira de produção de conteúdo e as ferramentas utilizadas, bem como o jeito de compartilhamento e a rede pessoal de aprendizagem. Nesta ocasião, pude perceber a necessidade de vincular-me a algumas revistas especializadas, bem como de passar a interagir mais significativamente com as pessoas e grupos dos quais faço parte na rede. A despeito de integrar o Facebook, Linkedin, grupos de WhatsApp e de usar frequentemente Skype em reuniões de trabalho e estudo, além de compartilhamento de documentos no Google Driver, reconheço que me ponho ainda muito reservada: não acesso pessoas diretamente dando ou recebendo informações em rede, salvo nos grupos em que tenho intimidade presencial (grupo de trabalho, amigos e família; o grupo do Mpel é logicamente uma exceção); dos demais acessos em rede, tenho usufruído mais do que tenho compartilhado com os outros – é preciso ser mais generoso (ADELL, 2011).

Reconheço, portanto, ser sensato que eu venha a assumir uma atitude mais ativa na rede, o que me proporcionará usufruir melhor dos ambientes, das ferramentas gratuitas, recursos e fontes de informação e de contatos com conjuntos de pessoas que a web possibilita para o desenvolvimento pessoal e profissional, bem como para o compartilhamento (ADELL, 2011). Esta atitude, certamente, me acarretará mais acesso, agilidade e qualidade nas minhas pesquisas. 
Igualmente, pude avaliar que é necessário selecionar e fazer cadastro junto a algumas fontes seguras no campo de estudo da Educação a Distância e Educação Profissional (revistas, blogs, sites), evitando desperdício de tempo e de distrações na Web e potencializando meu tempo de estudo.


Por fim, fiz reflexões sobre a atitude de humildade a ser exercitada por aqueles que optam por desbravar os imensos oceanos da Web; este exercício me é necessário, cujo desprendimento fará com que mais facilmente acesse pessoas ou grupos que possam contribuir com as minhas demandas, curiosidades ou estudos e, consequentemente, para a superação das dificuldades com as quais se confrontam os não nativos digitais. Conforme já citado na formatação da Wiki Sociedade em rede - um conceito colaborativo (2014) “Esta sociedade em rede coloca o ser humano numa rede colaborativa na qual se cria, se transforma e se acumula sucessivamente informação a uma escala global sem precedentes em constante renovação e mutação”. As mídias sociais contribuem para estudos e trabalhos colaborativos, compartilhamento de conhecimentos e de experiências e, por meio delas, as pessoas se conectam e agrupam pelas mais variadas motivações mesmo a distâncias continentais. Portanto, a organização do jeito pessoal de estudar (PLE) para melhor utilizar os recursos, ferramentas e pessoas disponíveis na Web, não deve ser adiada.

 3. Representação visual do nosso Personal Learning Environment – PLE

             


            A seguir está representado o percurso que costumeiramente utilizo para o desenvolvimento dos meus estudos e para a realização das minhas tarefas acadêmicas.
 



Como pode ser observado na representação acima, a maneira como habitualmente estudo um novo tema leva-me, inicialmente, a buscar o seu conceito e entender em que aquele conhecimento irá contribuir para as dimensões de minha vida pessoal e profissional. Em seguida, procuro compreender quais os objetivos incorporados nessa nova aprendizagem e a partir de quais teóricos devo desenvolvê-la.

O meu primeiro exercício de estudo e pesquisa me remete ao YouTube, pois sinto que permaneço mais atenta quando incorporo recursos que estimulem a audição; normalmente, seleciono 2 ou 3 vídeos sobre o objeto de estudo; após ouvi-los atentamente com muitas pausas para compreensão ou tradução, ponho-me a elaborar um resumo no mínimo de 1 dos vídeos. A partir deste momento, me sinto mais à vontade para proceder às leituras indicadas pelo professor (a) ou a pesquisar e selecionar artigos ou livros físicos ou na Internet. De cada leitura, procuro extrair o que é essencial, em apontamentos no Bloco de Notas digital ou em caderno físico.

Realizadas algumas leituras, inicio a produção do material (tarefa) requerido, consolidando o entendimento sobre o tema em estudo e fazendo referências ao que foi lido. Ao final, releio todo o material para fazer ajustes quanto ao texto, vocabulário, ortografia e gramática e só então compartilho o produto nos canais solicitados.

4. Considerações Finais



A elaboração deste PLE nos proporcionou rica oportunidade de autoavaliação sobre nosso papel de estudante numa sociedade em rede, nos fez tomar consciência da maneira como aprendemos, que há medidas possíveis a serem implementadas para otimizar os esforços de pesquisa, seleção, produção e compartilhamento. Nos fez entender como indispensável a publicização em rede de nossas produções, inclusive, como forma de reciprocidade contribuindo com os outros, indo para além de “beber na fonte” do que foi produzido por outros para o aprimoramento pessoal e profissional das pessoas.
As inovações pedagógicas como o PLE estimulam o desenvolvimento de competências de pesquisa, de seleção de conteúdo, de manejo de ferramentas digitais que capacitam o estudante ou pesquisador a lidar com a infinidade de conteúdo na Internet e bem distinguir entre os diversos níveis de qualidade, o melhor acervo possível.


Referências Bibliográficas

ADELL, Jordi. (2011). Qué es um PLE – Personal Learning Environment, disponível em http://youtu.be/PblWWlQbkUQ . Acessado em 2-05-2015.

Castañeda, Johanna Linda (2012). PLE Entornos Personales de Aprendizaje. Disponível em  https://m.youtube.com/watch?v=MPUlHtYfSzA . Acessado em 2-05-2015.

FERNANDÉZ, Carmen Molina. Mi Entorno Personal de Aprendizaje (PLE). Disponível em http://youtu.be/PblWWlQbkUQ . Acessado em 2-05-2015.

MOTA, José. (2009). “Personal Learning Environments: contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação &Tecnologia; Vol 2 (2); pp. 5-21, disponível em http://eft.educom.pt . Acessado em 19-04-2015.

RODRIGUES, Pedro de Jesus. MIRANDA, Guilhermina Lobato. (2013). “Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas”. Repositório da Universidade de Lisboa, disponível em https://www.academia.edu/4145406/Ambientes_pessoais_de_aprendizagem_conceçoes_e_praticas_2013_. Acessado em 21-04-2015.

SOCIEDADE EM REDE - uma definição colaborativa. (2014). Em Wiki, Educação e Sociedade em Rede, MPEL2008.

2 comentários:

  1. Boa tarde Leidiana :)

    Como é óbvio tenho que concordar com as tuas reflexões iniciais: este processo ajuda a enriquecer a estruturar e enriquecer o PLE... e é mesmo desta dinâmica que ele vive. Reconheço, também, esta forma reservada de estar na rede e a dificuldade que é, por vezes ultrapassar essa barreira e perceber que sem distribuir o que nós próprios construimos dificilmente encontraremos verdadeira aprendizagem no processo.
    Tem sido esta uma das perceções que mais claramente tenho descoberto em partilhas como esta tua.
    Bem-haja por contribuires para o meu crescimento pessoal,
    ana

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  2. Olá Leideana !

    Gostei da forma como nos mostras o teu percurso nesta nossa aventura !

    Abraço,

    António

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