Atividade acadêmica da Unidade Curricular Processos
Pedagógicos em e-Learning, do Mestrado em Pedagogia do e-Learning, Universidade
Aberta de Portugal, coordenado pela Profa. Dra. Lina Morgado.
“Conclui-se
que o PLE pode estimular o desenvolvimento de instrumentos de auto-orientação e
dá preferência a estratégias de aprendizagem descentralizadas das instituições
de educação.Ao mesmo tempo que promove competências como a autonomia e a
organização individual dos aprendizes exige novas competências nos programas do
ensino.”
(Rodrigues
y Miranda, 2013, p. 23).
1.
Introdução
O desenvolvimento desta temática, em sua primeira
parte, nos colocou em contato com um conceito novo Personal Learning Environment,
um recurso ainda pouco explorado pelos novos aprendentes da era digital nesta
sociedade em rede, cujas estratégias são timidamente usadas no contexto
educacional, onde tão pouco se fala sobre este conceito entre os profissionais
da educação (RODRIGUES, 2013). A realização das bibliografias anotadas, sem
dúvida, nos proporcionou o desenvolver o conhecimento sobre o tema, entendendo
que o PLE trata-se de uma inovação pedagógica que organiza o nosso jeito de
estudar, nos dando ciência sobre como ocorre este processo, não se tratando de
uma estrutura formal; nele não há cobranças exames ou notas - é de você para
você.
Todavia é nesta etapa atual, na qual nos é
requerido elaborar a representação visual do próprio PLE e fazer uma reflexão
sobre a nossa experiência online, que nos acomete uma verdadeira inquietude;
ela certamente nos levará a aprendizagens significativas. As reflexões ora
desenvolvidas nos tira da zona de conforto (se é que podemos usar este termo) e
nos impulsiona a mudanças de atitude. É no confronto com esta autoanálise, que
observamos como estamos conduzindo o nosso modelo de aprendizagem e se temos
real consciência de como aprendemos (CASTAÑEDA, 2012); é onde ocorre
concretamente a consolidação da aprendizagem sobre o PLE e sua função para o
nosso enriquecimento pessoal, acadêmico e, podemos também dizer, profissional.
Uma
reflexão inicial nos acometeu, quando da feitura da representação visual do meu
PLE elenquei as formas e fontes de acesso à informação, a maneira de produção
de conteúdo e as ferramentas utilizadas, bem como o jeito de compartilhamento e
a rede pessoal de aprendizagem. Nesta ocasião, pude perceber a necessidade de
vincular-me a algumas revistas especializadas, bem como de passar a interagir
mais significativamente com as pessoas e grupos dos quais faço parte na rede. A
despeito de integrar o Facebook, Linkedin, grupos de WhatsApp e de usar
frequentemente Skype em reuniões de trabalho e estudo, além de compartilhamento
de documentos no Google Driver, reconheço que me ponho ainda muito reservada:
não acesso pessoas diretamente dando ou recebendo informações em rede, salvo
nos grupos em que tenho intimidade presencial (grupo de trabalho, amigos e
família; o grupo do Mpel é logicamente uma exceção); dos demais acessos em
rede, tenho usufruído mais do que tenho compartilhado com os outros – é preciso
ser mais generoso (ADELL, 2011).
Reconheço, portanto, ser sensato que
eu venha a assumir uma atitude mais ativa na rede, o que me proporcionará
usufruir melhor dos ambientes, das ferramentas gratuitas, recursos e fontes de
informação e de contatos com conjuntos de pessoas que a web possibilita para o
desenvolvimento pessoal e profissional, bem como para o compartilhamento
(ADELL, 2011). Esta atitude, certamente, me acarretará mais acesso, agilidade e
qualidade nas minhas pesquisas.
Igualmente, pude avaliar que é
necessário selecionar e fazer cadastro junto a algumas fontes seguras no campo de
estudo da Educação a Distância e Educação Profissional (revistas, blogs,
sites), evitando desperdício de tempo e de distrações na Web e potencializando
meu tempo de estudo.
Por fim, fiz reflexões sobre a
atitude de humildade a ser exercitada por aqueles que optam por desbravar os
imensos oceanos da Web; este exercício me é necessário, cujo desprendimento
fará com que mais facilmente acesse pessoas ou grupos que possam contribuir com
as minhas demandas, curiosidades ou estudos e, consequentemente, para a
superação das dificuldades com as quais se confrontam os não nativos digitais.
Conforme já citado na formatação da Wiki Sociedade em rede - um conceito
colaborativo (2014) “Esta sociedade em rede coloca o ser humano numa rede
colaborativa na qual se cria, se transforma e se acumula sucessivamente
informação a uma escala global sem precedentes em constante renovação e mutação”.
As mídias sociais contribuem para estudos e trabalhos colaborativos, compartilhamento de conhecimentos
e de experiências e, por meio delas, as pessoas se conectam e agrupam pelas mais
variadas motivações mesmo a distâncias continentais. Portanto, a organização do
jeito pessoal de estudar (PLE) para melhor utilizar os recursos, ferramentas e
pessoas disponíveis na Web, não deve
ser adiada.
3. Representação
visual do nosso Personal Learning
Environment – PLE
A seguir está representado o percurso que
costumeiramente utilizo para o desenvolvimento dos meus estudos e para a
realização das minhas tarefas acadêmicas.
Como pode ser observado na
representação acima, a maneira como habitualmente estudo um novo tema leva-me,
inicialmente, a buscar o seu conceito e entender em que aquele conhecimento irá
contribuir para as dimensões de minha vida pessoal e profissional. Em seguida,
procuro compreender quais os objetivos incorporados nessa nova aprendizagem e a
partir de quais teóricos devo desenvolvê-la.
O meu primeiro exercício de estudo e
pesquisa me remete ao YouTube, pois sinto que permaneço mais atenta quando
incorporo recursos que estimulem a audição; normalmente, seleciono 2 ou 3
vídeos sobre o objeto de estudo; após ouvi-los atentamente com muitas pausas
para compreensão ou tradução, ponho-me a elaborar um resumo no mínimo de 1 dos
vídeos. A partir deste momento, me sinto mais à vontade para proceder às
leituras indicadas pelo professor (a) ou a pesquisar e selecionar artigos ou
livros físicos ou na Internet. De cada leitura, procuro extrair o que é
essencial, em apontamentos no Bloco de Notas digital ou em caderno físico.
Realizadas algumas leituras, inicio a
produção do material (tarefa) requerido, consolidando o entendimento sobre o
tema em estudo e fazendo referências ao que foi lido. Ao final, releio todo o
material para fazer ajustes quanto ao texto, vocabulário, ortografia e
gramática e só então compartilho o produto nos canais solicitados.
4. Considerações Finais
A elaboração deste PLE nos
proporcionou rica oportunidade de autoavaliação sobre nosso papel de estudante
numa sociedade em rede, nos fez tomar consciência da maneira como aprendemos, que
há medidas possíveis a serem implementadas para otimizar os esforços de
pesquisa, seleção, produção e compartilhamento. Nos fez entender como
indispensável a publicização em rede de nossas produções, inclusive, como forma
de reciprocidade contribuindo com os outros, indo para além de “beber na fonte”
do que foi produzido por outros para o aprimoramento pessoal e profissional das
pessoas.
As inovações pedagógicas como o
PLE estimulam o desenvolvimento de competências de pesquisa, de seleção de
conteúdo, de manejo de ferramentas digitais que capacitam o estudante ou
pesquisador a lidar com a infinidade de conteúdo na Internet e bem distinguir
entre os diversos níveis de qualidade, o melhor acervo possível.
Referências Bibliográficas
ADELL,
Jordi. (2011).
Qué es um PLE – Personal Learning
Environment, disponível em http://youtu.be/PblWWlQbkUQ
. Acessado em 2-05-2015.
Castañeda, Johanna Linda (2012). PLE
Entornos Personales de Aprendizaje. Disponível em https://m.youtube.com/watch?v=MPUlHtYfSzA . Acessado em 2-05-2015.
FERNANDÉZ, Carmen Molina. Mi Entorno Personal de Aprendizaje (PLE). Disponível em http://youtu.be/PblWWlQbkUQ . Acessado em 2-05-2015.
MOTA, José. (2009). “Personal Learning Environments: contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação &Tecnologia; Vol 2 (2); pp. 5-21, disponível em http://eft.educom.pt . Acessado em 19-04-2015.
RODRIGUES, Pedro de Jesus. MIRANDA, Guilhermina Lobato. (2013). “Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas”. Repositório da Universidade de Lisboa, disponível em https://www.academia.edu/4145406/Ambientes_pessoais_de_aprendizagem_conceçoes_e_praticas_2013_. Acessado em 21-04-2015.
SOCIEDADE EM REDE - uma definição colaborativa. (2014). Em Wiki, Educação e Sociedade em Rede, MPEL2008.
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Boa tarde Leidiana :)
ResponderExcluirComo é óbvio tenho que concordar com as tuas reflexões iniciais: este processo ajuda a enriquecer a estruturar e enriquecer o PLE... e é mesmo desta dinâmica que ele vive. Reconheço, também, esta forma reservada de estar na rede e a dificuldade que é, por vezes ultrapassar essa barreira e perceber que sem distribuir o que nós próprios construimos dificilmente encontraremos verdadeira aprendizagem no processo.
Tem sido esta uma das perceções que mais claramente tenho descoberto em partilhas como esta tua.
Bem-haja por contribuires para o meu crescimento pessoal,
ana
Olá Leideana !
ResponderExcluirGostei da forma como nos mostras o teu percurso nesta nossa aventura !
Abraço,
António