terça-feira, 21 de abril de 2015

Os Personal Learning Environments

RODRIGUES, Pedro de Jesus. MIRANDA, Guilhermina Lobato. (2013). “Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas”. Disponível em www.academia.edu/4145406/Ambientes_pessoais_de_aprendizagem_conceções_práticas_2013_ . Acessado em 21-04-2015.

Palavras-chave: Ambientes Virtuais, Ensino, Inovação educacional, Redes Sociais, Tecnologias Web 2.0. 

O artigo aborda o conceito de ambiente pessoal de aprendizagem (Personal Learning Environments-PLE) e o remete a estratégias pedagógicas timidamente usadas no contexto educacional, afirmando que pouco se fala sobre este conceito entre os profissionais da educação; entende que sua definição ainda não está claramente formada por ser um tema novo, assim como o é as novas tecnologias e suas derivações, entre as quais são citadas a Web 2.0 e as redes sociais, cenário que propiciou o desenvolvimento de estudo acerca de ambientes de aprendizagem. O artigo resulta de investigação exploratória que apresenta conceitos e práticas contextualizadas ao processo de ensino e aprendizagem; foca no uso de ambientes de aprendizagem, identificando tecnologias centradas no PLE como inovação nas pedagogias atuais. Durante o estudo foram ouvidos profissionais de educação, especialistas da comunidade científica e observados ambientes diversos. Ao final, os autores consideram que o PLE pode estimular o desenvolvimento de instrumentos de autoorientação no estudante e apontam preferencialmente para estratégias de aprendizagem não centralizadas nas instituições educacionais, mas deve ser utilizado como apoio ao ensino e não em substituição a outras ferramentas, pois ainda está ao alcance de poucos. Esses ambientes favorecem o desenvolvimento da autonomia e a organização individual dos estudantes e requer novas competências a serem inseridas nos programas do ensino. No decurso do estudo, resume o conceito de PLE como sendo um espaço de aprendizagem gerido por regras pessoais que constituem a entidade de cada um e onde se registra informação que se destina a ser partilhada, aperfeiçoada e perpetuada como um bem comum. Os autores compreendem PLE como um espaço pessoal mediado por artefatos tecnológicos que socializam conhecimentos com outras pessoas na Web 2.0; são ambientes dinâmicos nos quais se alberga continuamente aprendizagens formal ou informal. Diante dos dados apurados, os autores declaram que o perfil digital dos educadores é pouco compatível com as características do PLE; que há limitações de acesso à tecnologia requerida para o desenvolvimento de um espaço de aprendizagem Web; que o PLE na prática ainda faz parte do cotidiano de uma parcela diminuta da comunidade científica. Ao longo do texto os autores recorrem a diversos estudiosos para ampliar o entendimento da temática dentre os quais Downes, Anderson, Wilson, Attwell & Costa, Siemens, Simões, Lubensky e outros.

O estudo do texto “Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas” acrescenta ao meu percurso formativo na Unidade Curricular Processos Pedagógicos em e-Learning (MPEL8) sendo, portanto, importante para a minha formação em Pedagogia do e-Learning e para o atendimento ao requisito de atividade acadêmica prevista na referida Unidade Curricular. Consiste em temática de vanguarda dentro da literatura voltada para o novo universo de ensino e aprendizagem, subsidiando ações e formatando entendimentos para o embasamento das atividades profissionais que desenvolvo atualmente na área de educação a distância, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de ambientes de aprendizagens.

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